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Ações do Twitter caem após suspensão de conta de Trump

As ações do Twitter (TWTR34) têm dia de queda nesta segunda-feira (11), no primeiro pregão depois que a rede social suspendeu permanentemente a conta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite de sexta-feira (8).

Perto das 15h, a ação do Twitter na bolsa de Nova York caía mais de 5%. Já o BDR, negociados no Brasil, recuavam mais de 2%.

A empresa disse que a suspensão da conta de Trump, que tinha mais de 88 milhões de seguidores, foi devido ao risco de mais violência, após o ataque ao Capitólio dos EUA na quarta-feira.

Foi a primeira vez que o Twitter suspendeu a conta de um chefe de Estado, gerando uma controvérsia mundial sobre o impacto que as gigantes da tecnologia dos EUA podem ter sobre a liberdade de expressão e a democracia.

Para os resultados financeiros do Twitter, a decisão de banir o presidente dos Estados Unidos deve ter um impacto negativo moderado.

“Esperamos um ligeiro declínio do número de usuários, embora a erosão do engajamento seja uma questão maior”, escreveram analistas da Berstein em nota.

Grupos de extrema direita mantêm uma presença online vigorosa em plataformas digitais como Parler, Gab, MeWe, Zello e Telegram e podem se desligar das redes sociais convencionais. Também pode haver custos adicionais para o Twitter e outros, à medida que procuram moderar ainda mais o conteúdo publicado por seus usuários.

“A moderação adicional pode ser bem-vinda, mas não é barata e pode beneficiar o Facebook, que já emprega um exército de moderadores (cerca de seis vezes) maior do que a força de trabalho do Twitter”, disseram analistas de Berstein.

O Facebook suspendeu a conta de Trump até pelo menos o final de seu mandato presidencial no final deste mês.