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Bolsa fecha em queda de 1,67%, com rumores sobre saída de presidente do BB

A bolsa de valores brasileira fechou em baixa nesta quarta-feira (13), com forte tombo da ação do Banco do Brasil (BBAS3) em meio a rumores sobre a saída do presidente da empresa, André Brandão, por pressões políticas. Já o dólar fechou em queda contra o real, um dia após registrar o maior tombo em dois anos e meio.

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Principal índice da B3, o Ibovespa, fechou em queda de 1,67%, aos 121.933 pontos. Já o dólar comercial fechou em queda de 0,22%, a R$ 5,3106.

Exterior

Do cenário externo, o Fed divulgou nesta quarta o Livro Bege, que atualiza a visão do BC dos EUA sobre conjuntura econômica dos Estados Unidos. O documento diz que a atividade econômica do país aumentou modestamente nas últimas semanas e um número crescente de distritos viu uma queda no emprego, à medida que um aumento nas infecções por coronavírus levou a mais fechamentos.

Ainda nesta quarta-feira (13), a Câmara dos Deputados dos EUA aprovou o processo de impeachment do presidente norte-americano, Donald Trump, que segue agora para o Senado.

No Brasil

No mercado doméstico, os números do setor de serviços não mostraram recuperação em relação aos níveis pré-pandemia. O volume de serviços cresceu em novembro 2,6% em relação ao mês anterior, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar do sexto mês consecutivo de ganhos, acumulando alta de 19,2%, o setor de serviços brasileiros se aproximou do fim de 2020 ainda sem conseguir recuperar as perdas de 19,6% registradas entre fevereiro e maio, período que abrange o pico da pandemia.

Destaques da bolsa

Entre os destaques negativos do dia, as ações da Usiminas (USIM5) recuaram 6,07% com realização de lucros após forte alta do setor. A Vale (VALE3) que saltou mais de 60% em pouco mais de dois meses também fechou em baixa de 2,99%. Enquanto CSN (CSNA3) caiu 4,81%.

A segunda maior queda da bolsa foi do Banco do Brasil (BBAS3), a companhia desabou 4,94% com rumores sobre a saída de André Brandão da presidência do banco. Procurada pelo InvestNews, a assessoria de imprensa informou que o banco não vai comentar o assunto.

Recuou também a Petrobras (PETR4) que desvalorizou 4,83%.

No lado oposto do Ibovespa, entre os destaques positivos estavam: MRV (MRVE3) com alta de 4,39%, seguida da PetroRio (PRIO3) que avançou 3,90% e Eneva (ENEV3) com valorização de 3,67%.

Ainda no mercado corporativo, o papel do Carrefour (CRFB3) chegou a subir mais de 6%, após receber abordagem de possível fusão com a operadora canadense de lojas de conveniência Alimentation Couche-Tar.

Mas reduziu os ganhos com avaliação de analistas do mercado de que as chances disso ocorrer são de 54%. O papel fechou em alta de 1,04%, cotado a R$ 20,36.

Enquanto Hapvida (HAPV3) perdeu 4,06%, após ter escalado mais de 27% em duas sessões na sequência do anúncio dos planos de fusão com a rival NotreDame Intermédica (GNDI3), que por sua vez fechou em baixa de 3,63%.

Bolsas americanas

O índice S&P 500 encerrou ligeiramente em alta nesta quarta-feira, com setores defensivos liderando os ganhos, enquanto os investidores esperavam por detalhes do próximo plano de estímulo fiscal dos Estados Unidos e o Congresso iniciava as audiências de impeachment do presidente Donald Trump.

Os yields dos Treasuries recuavam, após terem subido por seis sessões consecutivas, dando um impulso aos setores defensivos, sensíveis aos juros, como os de serviços públicos e imobiliário, enquanto os setores cíclicos, economicamente sensíveis, ficaram para trás.

Dow Jones recuou 0,03%, aos 31.060,47 pontos, o S&P 500 teve alta de 0,27%, aos 3.809,84 pontos, e o Nasdaq valorizou-se 0,43%, aos 13.128,95 pontos.

Bolsas globais

O mercado acionário europeu fechou em leve alta nesta quarta, com ganhos relacionados a acordos envolvendo tanto o francês Carrefour quanto a espanhola Telefonica compensando preocupações com os lockdowns devido à Covid-19. O índice pan-europeu STOXX 600 ganhou 0,11%, a 409 pontos.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,13%, a 6.745 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,11%, a 13.939 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,21%, a 5.662 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,43%, a 22.743 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,18%, a 8.361 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,69%, a 5.091 pontos.

Os índices acionários da China fecharam em baixa nesta quarta. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,33%. Até agora neste ano o índice de Xangai ganhou 3,6% e o CSI300 acumula alta de 7%.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 1,04%, a 28.456 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,15%, a 28.235 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,27%, a 3.598 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,33%, a 5.577 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 0,71%, a 3.148 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 1,74%, a 15.769 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,01%, a 2.977 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,11%, a 6.686 pontos.

*Com Reuters