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Cury desvaloriza na B3 após subir impulsionada por dados operacionais fortes

As ações da Cury Construtora (CURY3) , que chegaram a registrar uma valorização de 3,78% em relação ao pregão da véspera na B3, encerraram a terça-feira (6) em queda de 1,79%, negociadas a R$ 9,86. O preço do papel oscilou entre R$ 9,81 e R$ 10,43, com volume financeiro de R$ 9,3 milhões, mais do que o triplo dos R$ 2,74 milhões movimentados ontem. No ano, a empresa registra recuo de 1,24%.

Os resultados operacionais relativos ao segundo trimestre de 2021 reportados pela construtora animaram os investidores.

A empresa lançou 7 empreendimentos entre abril e junho que totalizaram um volume geral de vendas (VGV) de R$ 686,2 milhões – avanço de 120,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

A Cury Construtora (CURY3) também atingiu recorde histórico de vendas líquidas trimestrais que somaram R$ 682,6 milhões no período, crescimento de 133,7% comparado à igual intervalo de 2020.

Ao manter a classificação de compra para os papéis da companhia, com preço-alvo em R$ 16 para o período de 12 meses, o BTG afirmou em relatório esperar uma reação positiva do mercado em relação aos números divulgados.

De acordo com a casa de investimento, a construtora está “preparada para crescer muito”, mantendo a alta lucratividade. A expectativa é de um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 57% para 2022.

A Levante Ideias de Investimentos também afirmou em relatório que as ações da companhia poderiam reagir positivamente no curto prazo, mas apontou como “ressalva” o atual momento do ciclo econômico, com empresas do setor de construção civil ficando historicamente para trás no início do período de retomada da atividade.

“No entanto, ressaltamos também que companhias com foco em segmentos com programas subsidiados são mais resilientes em cenário de alta dos juros, com Cury se encontrando bem-posicionada”, explicou.

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