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Ibovespa fecha em alta, puxada por forte avanço da Petrobras e Vale; dólar sobe

Após abrir os negócios em queda, o principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, mudou de sentido e fechou nesta quarta-feira (17), puxado pela forte alta da Petrobras e avanço da Vale, em sessão mais curta na volta do feriado prolongado. Já o dólar terminou dia em alta em relação ao real, acompanhando a tendência global da moeda norte-americana e ainda com receios do mercado em relação à volta do auxílio emergencial.

O Ibovespa subiu 0,78%, aos 120.597 pontos. Já o dólar avançou 0,76%, a R$ R$ 5,4147.

Pressão do dólar lá fora

No exterior, a pressão sobre o dólar vinha das preocupações sobre a possibilidade de ondas inflacionárias por causa dos estímulos monetários e fiscais para enfrentar a pandemia. Se isso se confirmar, o banco central dos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed), poderia alterar sua política, ocasionando uma tendência de alta do dólar em relação a outras moedas, inclusive o real.

Dados mostraram nesta manhã que os preços ao produtor dos EUA avançaram em janeiro à maior taxa desde 2009, sugerindo que a inflação nas portas das fábricas está começando a subir. A inflação no Reino Unido também acelerou em janeiro.

Uma inflação mais alta tende a aumentar os rendimentos dos Treasuries (títulos de dívida do governo norte-americano), fortalecendo, assim, a atratividade do dólar em relação a outras moedas. A taxa do Treasury de dez anos, referência global para a renda fixa, bateu nesta sessão o maior patamar em um ano.

No Brasil, o cenário para as contas públicas segue no radar dos agentes, em meio a riscos de que uma volta do auxílio emergencial ocorra de forma a ameaçar o teto de gastos -considerado a âncora fiscal do país neste momento. Além disso, investidores voltavam a colocar nos preços algum ruído sobre medidas do governo voltadas aos caminhoneiros. Com as incertezas do cenário interno, o real teve o pior desempenho entre as moedas globais diante do dólar.

Destaques da bolsa

As ações da PETROBRAS subiram 4,14% nas ordinárias (PETR3) e 4,04% nas preferenciais (PETR4), puxando o Ibovespa para cima devido ao peso importante que os papéis têm sobre a composição do índice. A alta acontece em meio ao avanço dos preços do petróleo, já que temperaturas congelantes afetam o bombeamento no Texas, maior produtor dos Estados Unidos, com expectativas de que o tempo atipicamente frio afete a oferta da commodity por dias ou até mesmo semanas.

O petróleo Brent fechou em alta de US$ 0,99, ou 1,6%, a US$ 61,14 por barril, enquanto o petróleo dos EUA (WTI) avançou US$ 1,09, ou 1,8%, para US$ 61,14 o barril. Ambas as referências atingiram os maiores níveis desde janeiro do ano passado.

Já a Vale (VALE3), que também tem forte participação sobre o Ibovespa, subiu 2,62%.

EMBRAER (EMBR3) disparou 14,09, após o papel ter atingido ponto gráfico que atraiu novas compras. A companhia divulgou na sexta-feira passada relatório de entregas de aeronaves mostrando uma aceleração nas entregas de aeronaves no quarto trimestre, embora no ano como um todo os envios aos clientes caíram quase 35%.

Bolsas globais

As ações europeias recuaram das máximas em quase um ano, já que preocupações em torno de um possível salto na inflação e o aumento dos rendimentos dos títulos provocaram uma retração nos ativos sensíveis a risco. O índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,74%, a 416 pontos.

Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,56%, a 6.710,90 pontos.

  • Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 1,10%, a 13.909,27 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,36%, a 5.765,84 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 1,12%, a 23.178,56 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,38%, a 8.122,70 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,16%, a 4.822,12 pontos.

Na Ásia, o mercado acionário japonês recuou nesta quarta-feira com os investidores realizando lucros após recente alta para máxima de 30 anos, mesmo com as ações castigadas pela pandemia tendo avançado por expectativas de recuperação econômica.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,58%, a 30.292 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 1,10%, a 31.084 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC permaneceu fechado.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, não teve operações.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 0,93%, a 3.133 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 3,54%, a 16.362 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,51%, a 2.920 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,46%, a 6.885 pontos.

(* Com informações da Reuters)