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Ibovespa supera os 116 mil, de olho em vacinas; dólar tem leve queda

O principal índice da bolsa brasileira, Ibovespa, fechou em alta nesta terça-feira (30), enquanto o dólar teve leve recuo em relação ao real. O mercado reage a perspectivas de que a vacinação contra a covid-19 comece a ganhar mais velocidade no Brasil.

O Ibovespa subiu 1,24% aos 116.850 pontos. Já o dólar caiu 0,1%, a R$ 5,7613. Veja mais cotações aqui.

Para o responsável pela mesa de negociação de ações da Western Asset, parte do desempenho do Ibovespa na sessão pode ser atribuída à percepção de que o ritmo de vacinação da população tem ganhado corpo, o que explica o forte desempenho de papéis de aéreas, shopping centers, entre outros.

Nesse contexto, também ajudaram as declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de que a economia brasileira deve experimentar uma reabertura mais rápida com a vacinação de grande parte dos grupos de risco em dois ou três meses.

Nas primeiras declarações após assumir o Ministério da Saúde na semana passada, Marcelo Queiroga prometeu mais do que triplicar o ritmo de vacinação em breve para mais de 1 milhão de doses aplicadas por dia.

Cenário político

O mercado digere ainda a troca de seis ministros pelo presidente Jair Bolsonaro. A reforma ministerial incluiu a Casa Civil, Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ministério da Defesa, Ministério das Relações Exteriores, Advocacia-Geral da União e a Secretaria do Governo da Presidência.

Além disso, a deputada federal Flávia Arruda (PL-DF) foi escolhida por articulação política. Muito ligada ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ela vai para a Secretaria de Governo, no lugar do Luiz Eduardo Ramos.

A expectativa no mercado é que as mudanças melhorem a ponte com o Congresso.

Os investidores também acompanham as discussões sobre o Orçamento de 2021, que foi muito criticado por cortar despesas obrigatórias de forma artificial, o que poderia paralisar a máquina pública e ser considerado uma pedalada fiscal. Foi este o motivo que provocou no passado o impeachment de Dilma Rousseff. Há dúvidas ainda sobre o respeito ao teto de gastos.

Dados do dia

Ainda no cenário nacional, saiu o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), que acelerou alta a 2,94% em março, após registrar 2,53% em fevereiro, com os preços das matérias-primas e dos combustíveis liderando o movimento, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com isso o índice acumula em 12 meses alta de 31,10%. O resultado do mês ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de um avanço de 3,05%.

O dia também trouxe dados acima do esperado de criação de empregos formais no Brasil em fevereiro com a abertura de 401.639 vagas, enquanto o déficit fiscal do governo central, composto por Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, foi menor do que o esperado.

Destaques da bolsa

EMBRAER ON (EMBR3) disparou 9,3%, com papéis de setores relacionados a viagens entre as maiores altas. GOL PN (GOLL4) avançou 8,56% e AZUL PN (AZUL4) fechou com acréscimo de 6,94%. No mesmo grupo duramente afetado pela pandemia de covid-19, CVC BRASIL ON (CVCB3) subiu 5,57%.

EZTEC ON (EZTC3) avançou 6,48%, em dia de reação do setor imobiliário, com algum alívio na curva de juros. E o JPMorgan elevou a recomendação da ação a “overweight” e afirmou que permanece otimista com as construtoras, apesar da falta de gatilhos no curto prazo.

LOJAS RENNER ON (LREN3) subiu 5,86%, também na esteira do sentimento melhor em relação à reabertura da economia, o que ajudou a puxar o índice de consumo, que fechou em alta de 2,25%. Da mesma forma, shopping centers tiveram altas relevantes, MULTIPLAN (MULT3) avançando 5,61%.

SUZANO ON (SUZB3) recuou 3,31%, refletindo rotação de setores e tendo de pano de fundo a trégua na valorização do dólar ante o real. No setor de papel e celulose, KLABIN UNIT (KLBN3) caiu 1,08%.

Bolsas globais

Os mercados acionários dos Estados Unidos encerraram em leve queda nesta terça-feira, com investidores vendendo ações relacionadas a tecnologia depois que os yields dos Treasuries atingiram máximas em 14 meses.

  • O índice Dow Jones caiu 0,31%, a 33.067 pontos
  • O S&P 500 perdeu 0,315782%, a 3.959 pontos
  • O índice de tecnologia Nasdaq recuou 0,11%, a 13.045 pontos

As ações europeias fecharam perto de máximas recordes nesta terça-feira, na esperança de uma recuperação econômica impulsionada pelas vacinas, enquanto os investidores deixavam de lado as consequências do default de um hedge fund norte-americano que atingiu as ações de bancos no dia anterior.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,53%, a 6.772,12 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 1,29%, a 15.008,61 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 1,21%, a 6.088,04 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,88%, a 24.636,39 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 1,21%, a 8.595,20 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,52%, a 4.889,77 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,52%, a 4.889,77 pontos.

As ações da China subiram nesta terça-feira, sustentadas por ganhos em ações de nova energia e saúde, com os investidores comemorando balanços corporativos positivos.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 0,16%, a 29.432 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,84%, a 28.577 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,62%, a 3.456 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,95%, a 5.094 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 1,12%, a 3.070 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 0,48%, a 16.554 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,48%, a 3.190 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,90%, a 6.738 pontos.

*Com informações da Reuters