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Por que a farmacêutica Merck decolou mais de 8% em Nova York?

As ações da farmacêutica Merck (MRCK34) subiram 8,37% nesta sexta-feira na Bolsa de Nova York (Nyse), negociadas US$ 81,40. A alta também puxou o índice Dow Jones, que avançou 1,43%, a 34.326 pontos.

Essa valorização ocorre após a empresa, conhecida como MSD fora dos Estados Unidos e Canadá, anunciar que o medicamento molnupiravir de uso oral reduziu significativamente o risco de hospitalização ou morte pela covid-19 na fase 3 dos estudos em pacientes com grau entre leve e moderado da doença.

De acordo com informações da Merck, na análise intermediária, o molnupiravir reduziu o risco de hospitalização ou morte em aproximadamente 50% dos casos, além disso, até o dia 29 de setembro, 7,3% dos pacientes que receberam molnupiravir foram hospitalizados ou morreram, em comparação com 14,1% dos pacientes tratados com placebo.

Por outro lado, no dia 29 nenhuma morte foi relatada em pacientes que receberam molnupiravir, em comparação com oito mortes em pacientes que receberam placebo, segundo a companhia.

A Merck informou ainda que, com base nessas descobertas, planeja enviar um pedido de autorização de uso de emergência ao FDA (a Anvisa dos Estados Unidos) o mais rápido possível e planos tem para enviar aplicações de marketing a outros órgãos reguladores em todo o mundo.

“Mais ferramentas e tratamentos são urgentemente necessários para combater a pandemia da covid-19, que se tornou uma das principais causas de morte e continua a afetar profundamente pacientes, famílias e sociedades e sobrecarregar os sistemas de saúde em todo o mundo. Com esses resultados convincentes, estamos otimistas de que o molnupiravir pode se tornar um medicamento importante como parte do esforço global para combater a pandemia e irá adicionar ao legado único da Merck de trazer avanços em doenças infecciosas quando são mais necessários”, disse Robert M. Davis, CEO e presidente da Merck, em nota.

O medicamento

Segundo informações da Merck, o molnupiravir inibe a replicação do SARS-CoV-2, o agente causador do covid-19. O medicamento demonstrou ser ativo em vários modelos pré-clínicos de SARS-CoV-2, incluindo profilaxia, tratamento e prevenção da transmissão.

Além disso, dados pré-clínicos e clínicos demonstraram que o molnupiravir é ativo contra as variantes mais comuns da SARS-CoV-2.

O molnupiravir está sendo desenvolvido pela Merck em colaboração com a Ridgeback Biotherapeutics.