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Programas de enfrentamento à pandemia podem ser prejudiciais, diz Campos Neto

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta segunda-feira (04) que o país precisa virar a página em programas que adotou para o enfrentamento à pandemia, numa provável menção ao auxílio emergencial num momento em que uma nova extensão do benefício volta a ser discutida.

Ao participar de evento promovido pela Associação Comercial de São Paulo, ele ponderou que um plano de injeção de recursos pode ser concebido com a ideia de que ajudará a economia a crescer, mas pode na verdade ter o efeito contrário dependendo da situação das contas públicas.

Se acompanhada de uma queda de credibilidade, uma medida como essa iria, ao fim, afetar os preços de mercado e isso mais do que contrabalançaria o benefício de ter o dinheiro em circulação, defendeu o presidente do BC.

“Então não é simplesmente entender que eu vou continuar injetando dinheiro na economia e que isso de fato vai ser a grande saída do ouro. Não existe isso. Ao contrário, você tem uma hora que você chega num ponto de inflexão que fazer mais significa menos”, afirmou.

“Nesse momento a gente precisa ganhar credibilidade, a gente precisa comunicar o que vai ser o fiscal, qual é o plano de médio prazo e eu acho que é importante agora virar a página nesse tema que a gente tem que é a continuação do que foi feito em termos de programa de enfrentamento daqui até o fim do governo”, acrescentou.

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