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Suzano tem resultado operacional maior no 1º trimestre, e aprova nova fábrica

A Suzano (SUZB3) divulgou nesta quarta-feira (12) crescimento de 61% no resultado operacional do primeiro trimestre sobre o mesmo período do ano passado, apoiado em queda nas despesas financeiras e preços maiores de celulose.

A companhia teve lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 4,86 bilhões de janeiro ao fim de março ante R$ 3 bilhões no mesmo período de 2020. Analistas, em média, esperavam Ebitda de R$ 5,07 bilhões, segundo dados da Refinitiv.

A companhia também anunciou que seu conselho de administração aprovou o andamento de projeto de construção de nova fábrica de celulose, com capacidade para 2,3 milhões de toneladas por ano, no Mato Grosso do Sul. O projeto exigirá investimento de R$ 14,7 bilhões a ser desembolsado entre este ano e 2024.

O anúncio ocorreu uma semana depois que a rival Klabin (KLBN11) aprovou investimento adicional de R$ 2,6 bilhões no projeto de ampliação de sua fábrica integrada de celulose e papel no Paraná.

Segundo a Suzano, o projeto da nova fábrica, chamado de “Projeto Cerrado, representa um importante avanço na estratégia de longo prazo da companhia, contribuindo para a ampliação de sua competitividade estrutural, o atendimento à demanda crescente de celulose de fibra curta”.

Resultado

No primeiro trimestre, a Suzano teve receita líquida de R$ 8,9 bilhões, crescimento de 27% sobre o faturamento de um ano antes e de 11% sobre o apurado no quarto trimestre.

Apesar da alta na receita, a produção de celulose recuou 7% na comparação anual e ficou estável na trimestral, a 2,65 milhões de toneladas.

“O trimestre foi marcado pela recuperação do mercado de celulose, com significativa melhora nos fundamentos, o que favoreceu a continuidade da recuperação de preços sobretudo na China e que gradativamente estarão refletidos nos resultados da companhia”, afirmou a Suzano no balanço, se referindo aos aumentos de preços praticados.

Parte da melhora foi incentivada por problema de falta de contêineres para transporte das exportações, corroborado pelo congestionamento ocorrido no canal de Suez no período. A Suzano afirmou que vendeu celulose a um preço médio de US$ 523 a tonelada no primeiro trimestre, 13% acima do valor praticado um ano antes.

A companhia terminou março com uma relação de dívida líquida sobre Ebitda ajustado de 3,9 vezes em reais e de 3,8 vezes em dólares. Um ano antes, as relações eram de 6 e 4,8 vezes, respectivamente.